6.10.08

os óculos - parte 2 ( compartilhando novidades)


hoje passei o dia inteiro pensando que aqueles pensamentos de domingos, toda aquela ansiedade tinha um bom propósito. sei lá, hoje o dia nasceu com um sol maravilhoso, tudo cheirava a novo: parado na sinaleira me dei conta que a primavera chegou, aquele sol estava tão brilhante, tudo pareceu tão mais colorido que o normal. e foi um dia tão normal.
de repente por isso mesmo - os dias normais-, são neles afinal que a gente consegue ver o melhor da vida. o dia estava tão colorido. na sinaleira até uma borboleta pousou no carro. foi o ápice (pelo menos foi o que eu pensei). ela era tão estranha, tão mais colorida que o normal. aí eu pensei: são meus olhos? sei lá, me encontrava de óculos escuros, tirei e fiquei analisando pelo para-brisa. foi tão comum, mas ao mesmo tempo tão comovente. a borboleta representou mais que apenas aquele sol irradiado, vindo da primavera emergente. ela foi, de repente, um sinal, de que meu dia estava apenas começando de uma maneira diferente. era só tirar os óculos que tapavam a minha visão. e foi esplêndido. tudo bem, eu estava extremamente nervoso: duas provas num dia, é pra deixar qualquer pessoa com os nervos à flor da pele. mas e daí? era um dia novo; um dia diferente.
não me questione o porquê. até porque nem eu fiz isso, fato extremamente incomum. mas estava ali, como fazia tempo que eu não me mostrava a mim mesmo. um tanto o quanto mais tranquilo. aceitar a vida como ela é, por mais chavão e improdutivo seja de se pensar, é o mais correto ainda. vai. tudo um dia muda, coisas horríveis a se dizer. pense sim que eu estou me utilizando de lugares comuns, mas pare e pense: se hoje em dia existem tais chavões e/ou pensamentos, é porque, algum dia, alguém, tomou conta de analisá-los, ou não apenas um alguém, mas um conglomerado de pessoas em conjunto chegaram a esse consenso e como se diz ' a verdade está na boca do povo'. comprovo, por este 'novo' chavão que tudo bem, em momentos difíceis e complicados, que parecem nunca mais terminarem (que parecem puxar mais e mais problemas), um dia acabam. acabam sim. confia, seja no que preferir, Deus, água, terra, zodíaco, ou até mesmo nas próprias pessoas, mas não deixe de acreditar em algo. auto-suficiente? ninguém o é! busca naquilo que mais preferires a fórmula mágica pra continuar na jornada. de que vai adiantar filosofar o que é viver, se isso jamais vai mudar o percurso natural do próprio ato de viver. já diria zé ramalho que 'sinônimo de amor é amar', me dedico a possibilidade de afirmar que (sim, sou um pouco fã de clarice lispector) não adianta tentar entender, basta o próprio ato de viver.
de repente o sinônimo de vida seja viver. quem sabe?


foto: rafael lamonatto

3 comentários:

Diego disse...

"É a vida, é bonita, e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz

Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita, e é bonita!!!"

Ci disse...

Penso que mooooorro de preguiça de atualizar o blog. Mas uma hora vai...

Ci disse...

Em tempo: Que linda a foto!